sexta-feira, outubro 27, 2006

1954 Carolina Cardoso de Menezes ao Piano em Excelente Disco de 78 RPM da ODEON


No detalhe disco 78 RPM de Carolina (1954) e Autógrafo concedido a mim pela mesma em 1999 em seu último trabalho gravado. Uma grande perda para a MPB de qualidade!


Lado A

Autor: 1-BERLIN; 2-WEISS-BAUM; 3-MEYERS-SCHOEBEL; 4-KARAS-LORD
Título: PIANO MALUCO DE CAROLINA (POT-POURRI DE FOXES)
Intérprete: CAROLINA CARDOSO DE MENEZES (PIANO)
Gravadora: ODEON
Número: 13.667-A
Matriz: 10.101
Data gravação: 03.04.1954
Data lançamento: JUN/1954


Lado B


Autor: 1-ROIG; 2-FABIAN; 3-LARA
Título: COQUETEL N 1 (POTPOURRI DE BOLEROS)
Intérprete: CAROLINA CARDOSO DE MENEZES (PIANO)
Gravadora: ODEON
Número: 13.667-B
Matriz: 10100
Data gravação: 03.04.1954
Data lançamento: JUN/1954


CAROLINA CARDOSO DE MENEZES
*27/5/1916 +31/12/2000

Pianista. Compositora. Descendente do "clã" dos Cardoso de Menezes, família de grandes pianistas, que deixaram sua marca na história da MPB. Filha do pianista Osvaldo Cardoso de Menezes, começou a estudar piano aos 13 anos de idade com Zaíra Braga, aperfeiçoando-se posteriormente com Gabriel de Almeida e Paulino Chaves. Sua mãe D. Sinhá, também tocava piano. Chegou até a ter aulas com Chiquinha Gonzaga. Em 1930, formou-se pelo Instituto Nacional de Música, INM, em teoria e solfejo. Posteriormente, estudou harmonia com Newton Pádua, seu primo. No final da vida, apesar da idade avançada e de problemas de saúde, ainda recebia com prazer convites para recitais. Até sua morte, ocorrida no último dia do ano de 1999 (aos 84 anos), residiu de maneira modesta no bairro do Méier, Zona Norte carioca. Foi enterrada no cemitério São João Batista no primeiro dia do ano 2001, quando a cidade celebrava o final do reveillon.
Uma das instrumentistas que mais presente esteve no desenvolvimento do rádio e da indústria fonográfica brasileira, memória viva dessa época, acompanhou inúmeros cantores em programas radiofônicos e gravações em 78 rpm. Lançou também inúmeros discos solo, com composições de grandes artistas nacionais, além de suas próprias composições. Teve fundamental importância na transposição do choro para o piano. Intérprete por excelência de Ernesto Nazareth, interpretou também Zequinha de Abreu, Pixinguinha e outros autores brasileiros. Eclética, gravou gêneros estrangeiros também, chegando a compor foxes e até mesmo um "rock", do qual foi precursora no Brasil, no final de década de 1950. Começou a trabalhar nas emissoras de rádio do Rio de Janeiro em 1930. No mesmo ano, participou da histórica gravação do samba "Na Pavuna", de Almirante e Homero Dornelas, ocasião em que deu sugestões importantes, narradas por Sérgio Cabral em seu livro "No tempo de Almirante": "Almirante, que além de ter criado a letra da segunda parte e as três batidas que se seguem ao coro de "Na Pavuna" (certamente o ‘gimmick’ da música), improvisou durante a gravação, chamando o ritmo com o grito "escola" e introduzindo um breque: "Olá seu Nicoláu, quer mingáu?", ganhando, em troca, uma resposta bem-humorada de Carolina Cardoso de Menezes ao piano. Carolina, por sinal, começa tocando a introdução e não tira mais a mão do piano, até o final da gravação". A primeira rádio em que trabalhou foi a Sociedade do Rio de Janeiro. Em seguida, passou pelas rádios Educadora, Philips e Mayrink Veiga.Em 1931, gravou seu primeiro disco, pela Parlophon, com duas composições de sua autoria: o fox "Good bye" e o samba "Eu passo". Na época, participou do Festival Parlophon no Teatro Cassino Beira-Mar, ao lado de Eduardo Souto, do Bando de Tangarás, de Elisa Coelho, Ary Barroso, Luperce Miranda, Tute e outros. Participou também do "1º Broadway Cocktail", show promovido pelo empresário e dono do Cibe Teatro Broadway, que, segundo a imprensa da época, funcionava como "aperitivo para os filmes." Em seguida, gravou dois foxes, "Foi um sonho", de Glauco Viana e "Ela me trata bem", de sua autoria. Também no mesmo ano, fez a trilha sonora para o filme "Mulher", com direção de Otávio Gabus Mendes e fotografia de Humberto Mauro. Em 1933, gravou na Odeon os fox-trotes "I have money" e "My sweet haven", de sua autoria. No ano seguinte gravou, também de sua autoria, o choro "Comigo é assim" e o fox-blue "Preludiando". Em 1935, transferiu-se para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro. No mesmo ano, gravou na Odeon o choro "Novidade", de sua autoria e o batuque "Caboclinha", de Osvaldo Cardoso de Menezes. Em 1936, acompanhou ao piano na Odeon, o cantor Jorge Fernandes na gravação do coco "Gibi bacurau", de sua autoria e em "Pregões cariocas", de João de Barro. No ano seguinte, acompanhou com Seus Batutas, a gravação do disco da dupla sertaneja Alvarenga e Ranchinho, que trazia o cateretê "Papagaiada" e no samba "Seu Macário"Em 1939, gravou na Victor um pout-pourri com os sambas "É bom parar/Juro" e "Não tenho lágrimas/Tenha pena de mim". No mesmo ano, seu fox-canção "Nossa melodia", parceria com J. Carlos Lisboa, foi gravado por Francisco Alves na Odeon. No ano seguinte, compôs com Saint Clair Sena a canção "Já fui feliz", gravada por Francisco Alves. Em 1941 gravou na Victor os sambas "Palpite infeliz", de Noel Rosa e "Agora é cinza", de Alcebíades Barcelos e Armando Marçal, este último, em ritmo de fox. Em 1942, gravou de sua autoria o fox "Potpourri de melodias" e o choro "Eu sou do barulho". No mesmo ano, acompanhou ao piano com seu quarteto a gravação do fox "Eu, você e mais ninguém" e do samba "Amor próprio", por Francisco Alves, na Odeon. Ainda no mesmo ano, gravou na Victor o primeiro de uma série de cinco discos em dueto com o violonista Garoto interpretando o fox "Maria Elena", de Lorenzo Barcelata e o choro "Amoroso", de Garoto. No ano seguinte, gravou mais dois discos com Garoto, interpretando "Amor-Celito lindo", de G. Ruiz e "Jalousie", de Jacob Gade, em ritmo de fox e os choros "Tico-tico no fubá", de Zequinha de Abreu e "Carinhoso", de Pixinguinha e João de Barro. Em 1944, gravou os dois últimos discos com o violonista Garoto No primeiro, interpretou os choros "Rato, rato", de Casemiro Rocha e "Fala bandolim", de José Augusto Gil e, no segundo, que contou com os vocais de Ruy Rey, o fox "Dor de um coração", de José Augusto Gil e "Os patinadores", de Waldteufel. Em 1950, após seis anos sem gravações solo ingressou na Sinter e laçou o primeiro disco da gravadora, com os choros "Pombo correio" e "Regressando", de sua autoria. Em 1951, gravou "Baionando", um pot-pourri de baiões de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga e o choro "Expressinho", de sua autoria. No mesmo ano, gravou a modinha "Luar de Paquetá", de Freire Júnior e o choro "Malandrinho", de Gadé. Em 1952, compôs com Everaldo Bahia, o choro "Nossa amizade" e o bolero "Beijos de amor", gravados por ela na Sinter no mesmo ano. Em 1953, gravou ao piano de sua autoria o baião "Fla-Flu" e o choro "Rapadura". No mesmo ano, gravou na Sinter, de Ernesto Nazareth, os choros "Brejeiro" e "Escorregando". No ano seguinte, gravou de Nonô, o choro "Uma farra em Campo Grande". Ainda no mesmo ano, gravou na Sinter mais dois choros de Ernesto Nazareth "Odeon" e "Tenebroso". Também em 1954, lançou o LP "Sucessos em desfile nº 1", no qual interpretou entre outras, "Se você jurar", de Nilton Bastos, Ismael Sila e Francisco Alves, "Kalú", de Humberto Teixeira e "Jura", de Sinhô. Em 1955, gravou os sambas "Ai que saudades da Amélia", de Ataulfo Alves e Mário Lago e "Maria boa", de Assis Valente. No mesmo ano, gravou o fox "Um yankee em Ipirapuera", de João Grimaldi e o choro "Derrapando na Gávea", de sua autoria.Também no mesmo ano, participou do II Festival da Velha Guarda, na Rádio Record paulista, organizado por Almirante, ao lado de J. Cascata, Donga, João da Baiana, Dilermando Reis, Radamés Gnattali, Gilberto Alves, entre outros. Ainda no mesmo ano, gravou pela Odeon o LP "Sucessos em desfile nº2", tocando composições como "Pomba gira", de João da Baiana, "Com que roupa", de Noel Rosa, "Me leva seu Rafael", de Caninha e "Camisa listada", de Assis Valente. Gravou também na mesma época, o LP "Lembrando Carmen Miranda", no qual interpretou 8 composições gravadas por Carmen Miranda, entre as quais, "Alô, alô", de André Filho, "Adeus batucada", de Synval Silva e "O que é que a baiana tem?", de Dorival Caymmi.Em 1956, gravou o samba "Se acaso você chegasse", de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins e o choro "Atômico", de Ray Fortuny. No mesmo ano, gravou pela Odeon dois pot-pourris com músicas de carnaval. Em 1957, gravou os sambas "Despedida de Mangueira", de Benedito Lacerda e Aldo Cabral e "Maria, Maria", de Tuiú. No mesmo ano, tornou-se um das pioneiras do rock no Brasil ao gravar "Brasil rock", de sua autoria. Também no mesmo ano, lançou o LP "Teleco teco", interpretando ao piano, "Falsa baiana", de Geraldo Pereira, "Cristo nasceu na Bahia", de Sebastião Cyrino e Duque, "Ora vejam só", de Sinhô, "Faceira", de Ary Barroso e outras. No ano seguinte gravou o bolero mambo "Covardia", de Getúlio Macedo e Lourival Faissal e o fox-trot "Patrícia", de Perez Prado. Em 1960, lançou o LP "Carolina no samba", apresentando "A coroa do rei", de Haroldo Lobo e David Nasser, "Bahia com H", de Denis Brean, "Olhos verdes", de Vicente Paiva e "Barracão", de Oldemar Magalhães e Luiz Antônio. Em 1967, compôs a marcha-rancho "Aquela rosa que você me deu", em parceria com Armando Fernandes, que, interpretada por Ellen de Lima no II Concurso de Músicas de Carnaval, promovido pelo MIS e pela Secretaria de Turismo do Estado da Guanabara em 1968, ficou classificada em segundo lugar, graças a influências de dois jurados, seus declarados admiradores, Jacob do Bandolim e Ricardo Cravo Albin, que queriam a música em primeiro lugar, atribuído afinal a Zé Kéti. Aposentou-se da Rádio Nacional em 1968, onde apresentou o programa "O piano da Carolina". Atuou também na Rádio Sociedade. A partir dos anos 1970, diminuiu suas atividades artísticas, apesar de continuar a se apresentar até o fim da vida. Em 1989, a Eldorado lançou o LP "Fafá e Carolina - Fafá Lemos e Carolina Cardoso de Menezes, com 13 composições, entre as quais, "No rancho fundo", de Ary Barroso e Lamartine Babo, "Bem-te-vi atrevido", de Lina Pesce, "Ninguém me ama", de Fernando Lobo e Dolores Dura e "Conversa de botequim", de Noel Rosa e Vadico.Em 1997, gravou um CD pelo selo Accoustic, com clássicos do choro, de Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Zequinha de Abreu, entre outros, como "Preludiando". Em 1999, participou de um recital na Sala Cecília Meireles no Rio de Janeiro, a fim de angariar fundos pa ara a Rádio MEC. Sua última aparição pública foi em outubro do ano 1999, na Sala Funarte (RJ), em recital da pianista Maria Teresa Madeira, quando chegou a tocar alguns de seus sucessos. Faleceu levando consigo a tristeza de não ter sido convidada para participar do encerramento da minissérie "Chiquinha Gonzaga", produzida pela TV Globo em 1999. A pianista Maria Tereza Madeira lançou, em fevereiro de 2001, um CD em sua homenagem, só com composições da pianista.

Link recuperado: http://www.filesend.net/download.php?f=58d3af124c6521ab8f184edc7e22dcdd

*Fonte do texto Dicionário Cravo Albin de MPB

quarta-feira, outubro 18, 2006

1946 Dick Farney Lança em 78 RPM seu maior sucesso "Copacabana"





02.06.1946

Dick Farney, um dos maiores pianistas e intérpretes em todos os tempos não só do Brasil como do mundo e seu disco de maior sucesso gravado pela Continental em 02.06.1946; 78 RPM esse que inclui a legendária Copacabana de João de Barro (Braguinha) e Alberto Ribeiro abrilhantada pela maravilhosa orquestra de cordas do
Maestro Eduardo Patané.
Esse raro disco constitui num dos maiores orgulhos de minha coleção.
Restauração by outrasbossas pelo sistema alemão Magix.

http://www.filesend.net/download.php?f=84f2d039c2429b93e7793f78a0d8a06e

terça-feira, outubro 17, 2006

1958 - Jingles da Associação Brasileira dos Produtores de Discos


Separei para você alguns raros Jingles de 1958 da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), incentivando as pessoas a comprarem na época os velhos discos de 78 RPM e os recém lançados LP´s. Esse material foi registrado em disco pela RGE, sendo distribuido para as emissoras de rádio de então. Para quem não sabe a sigla RGE significa Rádio Gravações Especializadas. Isto se deve ao fato dessa etiqueta ter começado a operar inicialmente como um estúdio de produção de Jingles e Spots publicitários, somente muito mais tarde partindo para o lado musical.
A melodia desse Jingle foi tomada emprestada da música "É Disco Que Eu Gosto" de Heitor Carillo e Naugeri Neto, música essa interpretada por Simonetti, Orquestra e Coro e utilizada na época como tema de abertura de um programa de mesmo nome de grande sucesso que era veiculado na rádio Bandeirantes de São Paulo.
Como sempre conto com a gratidão de vcs através da externação de suas opiniões a respeito do assunto.

http://www.filesend.net/download.php?f=76a4dca1e9037cd37332257983debc7c

segunda-feira, outubro 16, 2006

1974 Cid Moreira/Sérgio Chapelin Anunciando Músicas em Programa de Rádio???





De duração efêmera, a Rentape foi uma produtora de spots e jingles publicitários, paralelamente também atuando como empresa de divulgação musical.
Em 1974 fez parceria com as principais gravadoras afim de divulgar
em um único disco, um apanhado das músicas mais importantes lançadas
nos suplementos mensais de cada uma delas.
Possuimos em nosso acervo particular a edição "demo" desse trabalho, denominada como edição de número Zero.
No final de cada faixa os então jovens locutores CID MOREIRA, SÉRGIO CHAPELIN, além de outras grandes vozes da época comparecem anunciando as músicas faixa-a-faixa. Justamente nessas locuções tão raras é que se encontra o ingrediente que torna esse material algo importante em nossos dias, uma vez que presentemente situação similar seria impensável, pois as complexas cláusulas contratuais impostas aos seus artistas pela televisão exigem dos mesmos exclusividade. Na época Chapelin e Moreira contavam com certa liberdade para fazerem seus "bicos" e tirarem uma graninha "por fora" rss.
Se vc quiser realizar auditivamente como seria uma
locução para rádio com essas figuras fundamentais da comunicação em TV
baixe esse arquivo e escute!!

Faixas:

1 - Os Dez Sucessos (apresentação pelos locutores)
2 - Hyldon - Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda
3 - Pierre Groscolas - Lady Lay
4 - Zé Di - Salgueiro Chorão
5 - Diana Ross & Marvin Gaye - You Are Everything
6 - Djalma Dias - Toró de Lágrimas
7 - Os Originais do Samba - Tragédia No Fundo do Mar
8 - George McCrae - Rock Your Baby (Melô do Puladinho)
9 - Luiz Ayrão - No Silêncio da Madrugada
10- Barry White - Rhapsody In White
11- Pery Ribeiro - Laura
12- José Ricardo - A Canção Que Eu fiz

PS. Que músicas heim?
Quem diria.. um dia o povo brasileiro já teve bom gosto!

http://www.filesend.net/download.php?f=ac3c79cc1deb356c990b295845b18a88

Remasterização by outrasbossas pelo sistema alemão Magix.

domingo, outubro 08, 2006

Programa Presença da Europa III

Olá pessoal!!
Mais um episódio petencente a "Nova Série" deste programa.
Outra vez meu carinhoso abraço aos amigos que têm enviado suas observações sobre esse importante programa, bem como tem me agradecido pelas postagens. Valeu!!
A opinião de vocês é um grande incentivo e demonstra que ainda existem pessoas preocupadas com a cultura nesse país!!!!

Presença da Europa Nova Série 82 1970

http://www.filesend.net/download.php?f=8f6c8bdd836c489c6e711e5e4efe168d

sexta-feira, outubro 06, 2006

Programa Presença da Europa II


Devido ao sucesso da postagem anterior de um número de "Presença da Europa" de 1969, sobre a qual diversos amigos se manifestarm, hoje prosseguirei postando mais um episódio da série, desta feita de 1970.
Para facilitar as postagens, sempre que for colocado algum material referente a essa série de programas especificarei ao lado se pertencem à SÉRIE ANTIGA (até 1967) ou a NOVA SÉRIE.. (A partir de 1968). Maiores detalhes sobre as diferenças entre essas duas fases do programa vcs poderão perscrutar na postagem anterior, blz?
Obs. A foto que estampa a postagem anterior de um selo de disco da série Presença da Europa é apenas ilustrativa pra vcs terem noção de como isso vinha inserido no LP e pertence a um episódio do programa da Série Antiga, OK?
Outra coisa, possuo um número limitado, apenas uma amostragem da quantidade total de programas que pertencem à série.. e que totalizam centenas e centenas.. Portanto se vc tiver algum episódio e quiser colaborar conosco será muito bem recebido. Se quiser mandar apenas a gravação tal qual está no disco, procuraremos nos utilizar de softwares afim de restaurar seu material antes de disponibilizar aqui no blog. Evidentemente que o nome do colaborador será devidamente creditado ao material.

Presença da Europa Nova Série Nº 81 1970

http://www.filesend.net/download.php?f=57f452a5beea0086b361d44589362714

terça-feira, outubro 03, 2006

Programa Presença da Europa





Apesar de pouco relacionado em nossos dias pela "midia especializada", o programa semanal PRESENÇA DA EUROPA foi o lançador de alguns dos maiores cartazes da música brasileira e internacional. Artistas como Ivan Lins, Caetano, Gonzaguinha, Bethânia, Frank Sinatra, Beatles, Erasmo Carlos, Ohio Express, Bill Deal & The Rhondels e muitos outros tiveram seus sucessos lançados em primeira mão neste veículo de divulgação. Presença da Europa foi ao ar de meados dos anos 60 até o princípio dos anos 70.
Inicialmente patrocinado visívelmente pelo governo da Alemanha livre, o programa em sua primeira fase que foi até 1968, era portador mais de sucessos germânicos e europeus de uma forma geral; abrangendo música popular, folclórica etc.. Também contava com a participação do famoso locutor CARLOS FRIAS que possuia em cada episódio um espaço onde fazia uma espécie de "crônica da semana".. Os assuntos quase sempre eram sobre a questão do regime comunista, da divisão das duas Alemanhas, etc.. Ou seja, seu caráter como registro histórico de uma época é inquestionável.
A partir de 1968 o programa muda de figura e passa a ser mais "pop" ao mesmo tempo que aborda outros temas como noticias gerais, curiosidades da semana, lançamentos do mercado do disco etc. Por esta época o patrocínio exclusivo fica ao encargo da CBD (Companhia Brasileira de Discos)- Seguindo a "árvore genealógica" esta gravadora seria hoje a nossa UNIVERSAL MUSIC. Se até 1968 as músicas que integravam o programa eram de origens mistas (várias gravadoras).. Ex.. The Beatles que nunca partenceram ao cast da CBD ou de sua matriz internacional, mas sim a EMI estiveram presentes no programa; a partir daquele momento as músicas apresentadas passaram a ser única e exclusivamente dos artistas da CBD e dos seus representados internacionais. O programa assume uma feição de lançador dos artistas da gravadora CBD, que detinha selos como POLYDOR, PHILLIPS, etc..
Tanto na primeira como na segunda fase do programa, o apresentador oficial foi o famoso dublador da LULA LELÉ personagem de um desenho da Hanna Barbera, entre centenas de outras produções, filmes e seriados entre os anos 60 e 70: Orlando Prado. O acompanharam na primeira fase o produtor Maurício Quádrio, co-narração de Garcia Xavier, além do já mencionado quadro da Crônica da Semana com Carlos Frias. A Sonotécnica era de Jorge Olímpio.
Na segunda fase não conseguimos descobrir a ficha dos colaboradores do programa. Mas a locução era de Orlando Prado com a co-apresentação de uma moça a qual não obtivemos a identidade. (Se alguém puder ajudar ficaríamos muito gratos). Esse país como todos sabem é caracterizado pela curta memória, e todo esse texto foi produzido embasado única e exclusivamente em intensa pesquisa e obervações pessoais sobre o programa.
Ahh só mais um detalhe final. Todos devem estar se perguntando: Quem transmitia o Presença da Europa? TODAS AS PRINCIPAIS RÁDIOS DO BRASIL tanto capitais como interior. O programa era distribuido em Long Play e ia ao ar semanalmente.
Apesar de ter sido muito divulgado POUCAS CÓPIAS AINDA RESISTEM porque por ignorância ou falta de interesse a maioria das emissoras descartavam os discos assim que a música deixava de ser lançamento, quando recebiam os mesmos sucessos em discos PROMO sem locução.
Esse raro programa que estamos disponibilizando foi gravado em 1969 com apresentação de Orlando Prado e da Moça X rss... Consegui obter por empréstimo de um disco do programa pertencente ao acervo do MUSEU REGIONAL PEDRO VARGAS de Carazinho - RS para transpô-lo para cassete. (Como isto se deu em 1996 ainda infelizmente não contava com os recursos técnicos de hoje) MD, CD, Computador, etc... Ainda assim fiz o possível para restaurar da melhor forma o material de áudio. Tenho alguns títulos também em discos originais que ganhei de um velho radialista da região que na época sentiu pena dos discos serem jogados fora e reservou-os em seu poder. Estarei disponibilizando mais alguma coisa em breve.
Vale muito a pena baixar e gostaria sinceramente que vcs se sensibilizassem e tecessem seus comentários a respeito.
E qualquer informação que alguém tenha sobre esse programa que não é sequer citado em nenhuma fonte da internet eu agradecaria.

http://www.filesend.net/download.php?f=8f581661c953881d6b18799a76bfc789