quinta-feira, novembro 23, 2006

1997 Recriação de Radionovela dos anos 50 de Maria Muniz


Maria Muniz (hoje pouco citada nos meios especializados) foi uma grande roteirista e dramaturga de radionovelas e radioteatro. Pouco sabemos dela, salvo que teve consistente atuação nas décadas de 40 e 50 no rádio carioca. Na década de 40 Muniz integrou o cast da Rádio Ministério da Educação (Rádio MEC) e mais tarde até o final dos anos 50 teria talentosa atuação na Rádio Tupi do Rio de Janeiro (à época pertencente ao conglomerado dos Diários Associados do Dr. Assis Chateubriand).
Os textos de radioteatro de Maria eram datilografados em estêncil e em seguida mimeografados recebendo cada membro do "cast" da peça uma cópia (possuo algumas cópias desses materiais originais da escritora). Também o diretor, o contra-regra e o sonoplasta recebiam uma cópia cada, afim de identificarem que efeitos e trilhas musicais deveriam colocar em cada passagem conforme a trama se desenrolava.
Em 1997 reuni dois amigos meus.. o hoje Jornalista Fabrício Soveral e Simone Amarante dos Santos e com um equipamento extremamente primário em relação ao que atualmente teria a disposição em termos tecnológicos nos dias atuais, tentamos recriar uma dessas peças datada de meados dos anos 50. Trata-se da Comédia "O Comilão" com texto de Maria Muniz.
Como tudo foi feito na base de edições toscas em fita cassete, com alguns poucos efeitos extraídos de velhos LP´s, além de que o "cast de radioatores" nada tinha de profissional(rerere), pedimos desculpas pela simplicidade dessa "obra". Mas não deixa de ser uma tentativa "brincalhona" de recriar o ambiente da obra original.
Uma coisa é certa.. dá pra dar umas gargalhadas ouvindo isso..

Bom proveito.. espero seus comentários! rs


O Comilão (1997)

Texto: Maria Muniz
Sonoplastia e C.Regra: Hugo Kochenborger da Rosa
Direção: Hugo Kochenborger da Rosa
Narrador: Hugo Kochenborger da Rosa
Cel. Basílio: Hugo Kochenborger da Rosa
Manduca: Fabrício Soveral
Tilde: Simone Amarante dos Santos
Sebastiana: Simone Amarante dos Santos

Repost 25.01.2009

Aqui!!

domingo, novembro 12, 2006

1949 Marlene & Emilinha Borba em 78 RPM CONTINENTAL


Marlene & Emilinha Borba

LADO A

Autor: PETERPAN - AMADEU VELOSO
Título: EU JA VI TUDO
Gênero: SAMBA
Intérprete: MARLENE E EMILINHA BORBA
Gravadora: CONTINENTAL
Número: 16.147-A Matriz: 2207
Data gravação: 18.11.1949
Data lançamento: JAN/1950

LADO B

Autor: ARLINDO MARQUES JR.-ROBERTO ROBERTI
Título: CASCA DE ARROZ
Gênero: MARCHA
Intérprete: MARLENE E EMILINHA BORBA
Gravadora: CONTINENTAL
Número: 16.147-B Matriz: 2205
Data gravação: 18.11.1949
Data lançamento: JAN/1950

Restauração by outrasbossas pelo sistema alemão MAGIX

http://www.filesend.net/download.php?f=3b46a6aec91f41c3169f25b297712e3f

1958 Francisco Carlos 78 RPM RCA Victor



Francisco Carlos "El Broto" .. Ídolo das garotas nos anos 50.. Foi um dos Reis do Rádio

LADO A

Autor: CATULO DA PAIXAO CEARENSE-JOAQUIM ANTONIO DA SILVA CALADO
Título: FLOR AMOROSA
Gênero: CANCAO
Intérprete: FRANCISCO CARLOS
Gravadora: RCA VICTOR
Número: 80.1967-A
Matriz: 13J2PB0403
Data gravação: 06.05.1958
Data lançamento: AGO/1958

*Obs. Francisco aparece cantando essa canção no filme Esse Milhão É Meu, de 1958 - Por ele estrelado.

LADO B

Autor: RAUL SHAW MORENO - MARIO BARRIOS - GERALDO SERAFIM
Título: QUANDO TU ME QUIERAS
Gênero: BOLERO
Intérprete: FRANCISCO CARLOS
Gravadora: RCA VICTOR
Número: 80.1967-B
Matriz: 13J2PB0402
Data gravação: 06.05.1958
Data lançamento: AGO/1958

Restauração by outrasbossas pelo sistema alemão MAGIX

http://www.filesend.net/download.php?f=7db39079709b73a203a4b60e6dd04fdf

sábado, novembro 04, 2006

1936 Carmen Miranda em clássico 78 RPM ODEON


LADO A

Autor: ARY BARROSO
Título: COMO "VAIS" VOCE?
Gênero: MARCHA
Intérprete: CARMEN MIRANDA
Gravadora: ODEON
Número: 11402-A
Matriz: 5405
Data gravação: 02.10.1936
Data lançamento: NOV/1936


LADO B

Autor: ARY BARROSO
Título: NO TABULEIRO DA BAIANA
Gênero: BATUQUE
Intérprete: CARMEN MIRANDA E LUIZ BARBOSA
Gravadora: ODEON
Número: 11402-B
Matriz: 5401
Data gravação: 29.09.1936
Data lançamento: NOV/1936

http://d.turboupload.com/d/1168076/Carmen_Miranda_78_RPM_ODEON_1936_by_Outrasboss.rar.html


Carmen Miranda

* 09/02/1909 Marco de Canavezes, Portugal
+ 05/08/1955 Beverly Hills, Los Angeles, EUA

Cantora. Atriz. Dançarina. Nasceu em Portugal, na pequena aldeia de Marco de Canavezes, Distrito do Porto, vindo para o Brasil com apenas 18 meses. Seu pai, José Maria Pinto da Cunha, que exercia a profissão de barbeiro, imigrou para o Brasil primeiro. A mãe, Maria Emília Miranda da Cunha, veio em seguida, trazendo a pequena Carmen e a outra filha mais velha, Olinda. A família cresceu no Brasil com o nascimento de mais quatro irmãos, Amaro, Cecília, Aurora e Oscar. Moraram inicialmente em um quarto de aluguel na Rua da Candelária; depois transferiram-se para a Rua Joaquim Silva, na Lapa, até resolver abrir uma pensão. Encontraram uma grande casa na Travessa do Comércio, nº 13, na Praça XV, e para lá se mudaram. A mãe assumiu a direção da pensão que fornecia refeições a empregados do comércio e ainda aceitava hóspedes. O estabelecimento logo passou a ser freqüentado por músicos da época, como Pixinguinha e seu grupo que eram assíduos. Ainda menina, estudou alguns anos num colégio de freiras, a Escola Santa Tereza, que atendia a crianças humildes, situado no bairro da Lapa, Centro do Rio. Na infância era chamada pelos apelidos de Bituca e de Carmen por seus familiares. Ainda adolescente aprendeu a costurar com a irmã Olinda. Com apenas 15 anos começou a trabalhar como balconista de lojas de roupas femininas, de chapéus e gravatas. Na Maison Marigny, aprendeu a decorar chapéus femininos e logo depois já estava empregada como aprendiz na loja La Femme Chic, no Centro do Rio, onde passou a confeccionar chapéus orientada por Madame Boss. Desde menina demonstrou inclinação para a música, cantando para os amigos em festas, acompanhando os programas radiofônicos de então e imitando as cantoras que faziam sucesso na época, como Araci Cortes. Na década de 1930, teve um namorado, que ela declarou ter sido o grande amor de sua vida, o remador do Flamengo Mário Cunha. Em 1938, quando estava em excursão na Argentina com Aurora, recebeu a notícia do falecimento de seu pai. Foi para os Estados Unidos em 1939, contratada para alguns "shows" em Nova York, na Broadway, onde acabou permanecendo por um ano. Em 1940 retornou ao Brasil, a fim de rever os amigos e para o casamento de sua irmã Aurora, retornando meses depois para cumprir novo contrato nos Estados Unidos, levando D. Maria. Um ano depois, Aurora transferiu-se com o marido, e a família passou a viver junta. Em 1943, submeteu-se a uma operação plástica no nariz, fato que quase lhe impediu a vida artística, pois o médico era um charlatão. Foi obrigada a refazer a operação com um especialista e, no pós-operatório, foi constatada uma infecção no fígado, que se espalhou e quase lhe tirou a vida. Em 1947, casou-se com David Sebastian, um assistente de produção norte-americano, com o qual viveu em meio a desentendimentos, fato que, segundo seus biógrafos, foi um dos motivos da forte depressão que a acometeu na época de seu retorno temporário ao Brasil, em 1954. Em 1948, a imprensa anunciou sua gravidez, confirmada por ela e por seu marido, que declarou que, se nascesse menino, eles o batizariam de Robert, e ela anunciou que, se fosse menina, chamar-se-ia Maria Carmen. Muitos afirmam que a gravidez não ocorreu de fato, tratando-se, antes, de estratégia de "marketing" para justificar seu impedimento de viajar ao Brasil para receber uma condecoração oferecida pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. De qualquer forma, pouco tempo depois, num dia de trabalho exaustivo, foi internada às pressas e, segundo a imprensa, perdeu a criança que nasceria em março de 1949. Faleceu em sua residência, em Beverly Hills, Los Angeles, em 5 de agosto de 1955, com apenas 46 anos. A família decidiu sepultá-la no Brasil, onde foi velada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O cortejo saiu no Aeroporto do Galeão, às 10:30h da manhã do dia 12 de agosto, quando seu corpo chegou ao Brasil, e foi acompanhado por uma multidão de fãs calculada em cerca de meio milhão de pessoas. Ao passar pela Avenida Rio Branco, uma chuva de papel picado deu à cena mais emoção, reforçada pelos carrilhões da Mesbla, que executavam o refrão de "Adeus batucada", de Synval Silva, grande sucesso na voz dela. Milhares de lenços brancos foram agitados pela multidão ao longo do trajeto até a Câmara Municipal, onde seu corpo recebeu a visitação de centenas de milhares de fãs.

Mito maior da música popular no Brasil, foi a artista brasileira que mais sucesso e prestígio alcançou na indústria do entretenimento dos Estados Unidos, para onde imigrou. Primeira artista a decolar para o sucesso por meio dos discos, foi também a cantora de rádio mais cara do Brasil. Chamada de "A Pequena do It na Voz e no Gesto", "Rainha do Samba" e "Ditadora Risonha do Samba", a partir de 1935, ganhou seu "slogan" definitivo: "A Pequena Notável", que lhe foi dado pelo célebre cantor-apresentador César Ladeira. Nos Estados Unidos, ficou conhecida como "Brazilian Bombshell". Iniciou a carreira artística em 1928, quando conheceu o compositor e violonista Josué de Barros em um festival com fins filantrópicos realizado no Instituto Nacional de Música, no Rio de Janeiro. Na ocasião, foi levada por Aníbal Duarte, um deputado que freqüentava a pensão de sua mãe, para se apresentar, e, depois de cantar alguns tangos, interpretou "Chora, violão", de autoria de Josué de Barros. A partir desse dia, o violonista e compositor abriu-lhe as portas para a carreira artística. O próprio Josué declararia que sua biografia poderia ser resumida em três palavras: "Eu descobri Carmen". De fato, seu incentivo foi fundamental para que a jovem cantora, ainda conhecida como Maria do Carmo, começasse a se apresentar em recitais e nas Rádios Sociedade e Educadora. Num desses programas, realizado no dia 5 de março de 1929, apresentou-se pela primeira vez com o nome de Carmen Miranda, na tentativa de enganar o pai, que não queria que uma filha sua seguisse carreira de cantora. No final do ano de 1929, Josué de Barros levou-a para a gravadora Brunswick, onde a cantora gravou o primeiro disco com duas músicas do amigo Josué de Barros: o samba "Não vá s'imbora" e o choro "Se o samba é moda" com acompanhamento do Trio Barros de violões. Ainda naquele ano, Josué de Barros apresentou-a a Rogério Guimarães,então diretor da RCA Victor, que tratou de contratá-la. A partir de então, começou a se apresentar em espetáculos nos teatros cariocas, em saraus e festas. Estreou, a convite de Francisco Alves, no Teatro República, em abril de 1930. Logo depois, em 19 de julho, estreou seu próprio "show", o "Festival Carmen Miranda", realizado no Teatro Lírico, com a participação de inúmeros artistas de então, Raul Roulien, Alda Garrido, Patrício Teixeira, Josué de Barros, Rogério Guimarães e muitos outros. Ainda naquele ano, participou da revista "Vai dar o que falar", de Luiz Peixoto e Marques Porto, com músicas de Ary Barroso e Augusto Vasseur. A peça terminou em vaias e até tiros, pois incluía um quadro sobre a prostituição no Mangue, que foi considerado imoral. Participou de um único número, cantando "O nego no samba", que acabou sendo gravado por ela, ainda em 1930. Também em 1930, lançou seu primeiro disco pela Victor, gravado no final do ano anterior, cantando a canção-toada "Triste jandaia" e o samba "Dona Balbina", as duas de Josué de Barros com acompanhamento de violões de Josué de Barros e Rogério Guimarães. Nesse ano, gravou a marcha "Iaiá, Ioiô", de Josué de Barros e o samba "Burucutum", de Sinhô, que assinou a composição com o pseudônimo de J. Curanji, com acompanhamento da Orquestra Victor. Ainda nesse ano, conheceu seu primeiro grande sucesso, a marcha "Pra você gostar de mim (Taí)", de Joubert de Carvalho. O disco vendeu 35 mil cópias, fato inédito até então. Essa marcha seria o grande sucesso do carnaval. Tal êxito lhe valeu um contrato de dois anos com a RCA Victor. Em seguida, gravou o samba "O meu amor tem" e a marcha "Eu quero casar com você", ambas de André Filho. No ano de 1930, gravou 40 músicas pela Victor, entre as quais as canções "Gostinho diferente" e "Neguinho", de Joubert de Carvalho; os sambas "Pra judiá de você", de Oscar Codrona e Carlos Medina, e "Feitiço gorado", de Sinhô; as marchas "Eu sou do barulho" e "Quero ver você chorar", de Joubert de Carvalho, e duas composições nas quais aparece como parceira, o samba "Os home implica comigo", com Pixinguinha, samba satírico, bem ao gosto do teatro de revista, e a marcha "Por ti estou presa", com Josué de Barros. Em 1931, gravou entre outras composições, as marchas "Absolutamente", de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano e "Foi ele...foi ela", de Joubert de Carvalho e Paulo Roberto, e os sambas "Não tens razão" e "E depois", de Jonjoca; os sambas "Sonhei que era feliz" e "Nosso amô veio dum sonho" e a marcha "Isto é xodó", de Ary Barroso, e os sambas "Quando me lembro" e "Por causa de você", de André Filho. Nesse ano, embarcou para uma temporada em Buenos Aires ao lado de Francisco Alves. Na ocasião foi acompanhada por grandes nomes do cenário musical brasileiro, como Mário Reis, Luperce Miranda, Tute e outros. Na volta, trabalhou na Rádio Mayrink Veiga e depois assinou um ótimo contrato com a Rádio Tupi. Em 1932, além de participar do filme semidocumentário "Carnaval cantado em 1932 no Rio", exibiu-se ao lado de Donga no Fluminense Futebol Clube, com orquestra de astros com Radamés Gnattali, Luís Americano e Eleazar de Carvalho sob a batuta de Pixinguinha. Gravou em 1932, aquele que seria o único samba de Cartola interpretado por ela, "Tenho um novo amor", gravação acompanhada pela orquestra de Harry Kossarin e seus almirantes. Nesse ano, fez as primeiras gravações de composições de Assis Valente de quem se tornou grande intérprete, a marcha "Good-bye" e o samba "Etc...". Também em 1932 fez "shows" no Cine-Teatro Eldorado ao lado de Almirante, Lamartine Babo e outros. Em seguida participou do 2º Broadway Cocktail, promovido por uma empresa proprietária do Cine-Teatro Broadway. Fez ainda excursão à Bahia e a Pernambuco, acompanhada de Josué de Barros e seu filho Betinho. Em 1933, fez sucesso no carnaval com a marcha "Moleque indigesto", de Lamartine Babo, gravada em dueto com o próprio Lamartine Babo com acompanhamento do Grupo da Guarda Velha. Gravou também nesse ano os sambas "Quando você morrer", de Donga e Aldo Taranto, e "Vou navegar" e "Nosso amor vai morrendo", de André Filho. Ainda no mesmo ano, gravou com Mário Reis a marcha-junina "Chegou a hora da fogueira", de grande sucesso, e o samba "Tarde na serra", ambos de Lamartine Babo. Participou do filme "A voz do carnaval", com direção de Adhemar Gonzaga e Humberto Mauro, interpretando as músicas "Moleque indigesto", de Lamartine Babo e "Good-Bye", de Assis Valente. Também nesse ano, fez nova excursão à capital argentina, ao lado de Betinho e J. Medina. Em 1934, gravou em dueto com mais quatro artistas: com Patrício Teixeira o samba "Perdi minha mascote", de João da Bahiana; com Lamartine Babo as marchas "Dois a dois" e "Eu também", do próprio Lamartine Babo e "O . K...", de Jurandir Santos; com Mário Reis os sambas "Me respeite...ouviu?", de Valfrido Silva e "Alô?...Alô?...", de André Filho, e a marcha "Isto é lá com Santo Antônio", de Lamartine Babo e, com Almirante, o samba "Pra que amar", de Assis Valente. Gravou sozinha as marchas "Eu quero te dar um beijo" e "Uma vezinha só", de Joubert de Carvalho; "Tenho raiva do luar" e "Acorda São João", de Assis Valente e " Balão que muito sobe", de Ary Barroso e Osvaldo Santiago além do samba-canção "Na batucada da vida", de Ary Barroso e Luiz Peixoto. Gravou também os primeiros sambas de Sinval Silva, "Ao voltar do samba" e "Alvorada". Ainda nesse ano, fez grande sucesso com o samba "Minha embaixada chegou", de Assis Valente com acompanhamento do Grupo do Canhoto. Ainda em 1934, perfeitamente consciente dos limites de sua extensão vocal, comprou um microfone e dois alto-falantes importados da Alemanha. A partir dessa época, passou a escolher seus músicos. Em outubro de 1934 voltou a Buenos Aires para várias apresentações. Em janeiro de 1935, lançou com sucesso o samba "Por causa de você, ioiô", de Assis Valente. Nesse período gravou as marchas "Moreno", de Alcebíades Barcelos e Dan Malio Carneiro; "Entre outras coisas", de Alcebíades Barcelos e Valfrido Silva; "Seu Abóbora", de Lamartine Babo e Hervê Cordovil e "Sorrisos", de Hervê Codovil e João de Barro. Nesse ano, participou do filme "Alô, alô, Brasil!", com direção de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro interpretando "Primavera no Rio", de João de Barro, com acompanhada ao piano de Muraro, número de encerramento do filme, privilégio normalmente concedido aos maiores astros. Também nesse ano, foi contratada pela Odeon onde estreou cantando a marcha "Foi numa noite assim" e o samba "Queixas de colombina", da dupla Arlindo Marques Jr e Roberto Roberti. Ainda nesse ano, fez sucesso com outro samba de Assis Valente, "E bateu-se a chapa". Outros sucessos desse ano foram os sambas "Tic-tac do meu coração", de Valfrido Silva e Alcyr Pires Vermelho, e "Adeus batucada", de Synval Silva. Outro filme do qual participou nesse ano foi "Estudantes", com direção de Wallace Downey, interpretando a marcha "Sonho de papel", de Alberto Ribeiro, e o samba "E bateu-se a chapa", de Assis Valente.Para o carnaval de 1936, lançou as marchas "O que é que você fazia?", de Noel Rosa e Hervê Cordovil, único registro seu do "Poeta da Vila", e "Alô, alô carnaval", de Hervê Cordovil e Lamartine Babo. Nesse ano, gravou com a irmã Aurora Miranda e com acompanhamento da Orquestra Odeon aquele que seria um dos maiores sucesso de sua carreira, a marcha "Cantoras do Rádio", de João de Barro, Alberto Ribeiro e Lamartine Babo. Também em 1936, apresentou-se em São Paulo, no Cine República e na Rádio Record. Em julho desse ano embarcou novamente para Buenos Aires, a fim de se apresentar na Rádio Belgrano, ao lado da irmã Aurora, Laurindo de Almeida, Sut, Zé Carioca e outros. Recusou, na ocasião, um convite para participar de um filme, além de um contrato na Rádio El Mundo. A constante ida à capital argentina criou uma legião de fãs, incluindo uma que acabaria sendo a primeira dama do país. O episódio do assédio de Eva Duarte, futura Sra. Perón, quando ela se encontrava em um hotel de Buenos Aires, é contado com detalhes por Cássio Barsante em seu livro "Carmen Miranda". Em dezembro de 1936 apresentou-se pela primeira vez no Cassino da Urca, ao lado da irmã Aurora. Nesse ano, atuou no filme "Alô, alô, carnaval!", com direção de Adhemar Gonzaga, filme no qual interpretou as músicas "Querido Adão" e, com a irmã Aurora Miranda, "Cantores de rádio". Nos anos seguintes fez excursões à Argentina e a várias cidades paulistas. Fez nesse ano uma série de novas gravações, entre as quais os sambas "Cuíca, pandeiro, tamborim...", de Custódio Mesquita e "Sambista da Cinelândia", de Custódio Mesquita e Mário Lago; as marchas "Ninguém tem um amor igual ao meu" e "Terra morena", de Joubert de Carvalho, e o grande sucesso que foi a batucada "No tabuleiro da baiana", de Ary Barroso, cantada em dueto com Luiz Barbosa com acompanhamento do Grupo regional de Pixinguinha e Luperce Miranda.Em janeiro de 1937, lançou para o carnaval as marchas "Minha terra tem palmeiras" e "Balancê", de João de Barro e Alberto Ribeiro, alcançando sucesso com essa última. Ainda nesse ano, gravou os sambas "Saudade de você" e "Gente bamba", de Synval Silva; "Canjiquinha quente", de Roberto Martins e "Cabaré no morro", de Herivelto Martins, e o samba-choro "Me dá, me dá", de Portelo Juno e Cícero Nunes. Da dupla Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago registrou a marcha "Dona Gueixa" e a marcha-frevo "No frevo do amor". Com Sílvio Caldas, gravou o samba-jongo "Quando eu penso na Bahia", de Ary Barroso e Luiz Peixoto. Seu grande sucesso neste ano, entretanto, foi o samba-choro "Camisa listada", de Assis Valente.Teve grande êxito em 1938 com o samba-choro "E o mundo não se acabou", de Assis Valente e com o samba-jongo "Na baixa do sapateiro", de Ary Barroso. Gravou também nesse ano os sambas "Foi embora pra Europa" e "Quem condena a batucada", de Nelson Peterson; a rumba "Sai da toca Brasil", de Joubert de Carvalho; a marcha "Endereço errado", de Paulo Carvalho; o choro "Meu rádio e meu mulato", de Herivelto Martins, e, com o Trio de Ouro, o samba-jongo "Na Bahia", de Herivelto Martins e Humberto Porto. Duas gravações se destacaram nesse ano, uma pela raridade, o samba "Deixa falar", de Nelson Peterson, em dueto com Ary Barroro e, outra pelo sucesso, a cena-carioca "Boneca de pixe", de Ary Barroso e Luiz Iglésias, em dueto com Almirante. Em dezembro de 1938, o ator Tyrone Power, vendo-a em "show" no Cassino da Urca, entusiasmou-se com seu talento. Em janeiro de 1939 foi ovacionada por cerca de 200 mil pessoas em um concurso promovido pela Prefeitura do então Distrito Federal, quando cantou "Boneca de piche", de Ary Barroso e Luiz Iglésias, um de seus grandes sucessos. Foi ainda nesse ano que ocorreu o incidente que uniria definitivamente o compositor Dorival Caymmi à história do "mito Carmen". A cantora estava gravando cenas do filme "Banana da terra" e, numa delas, interpretaria duas músicas de Ary Barroso, "Na Baixa do Sapateiro" e "Boneca de piche". Como o compositor exigiu um preço altíssimo por sua inclusão no filme, o diretor Wallace Downey pediu a ela e a João de Barro que arranjassem outro compositor que tivesse composições com temática baiana. A cantora lembrou-se de um jovem que lhe mostrara uma música que registrava as belezas da Bahia. Era Dorival Caymmi, e a música em questão, "O que é que a baiana tem?". Assim, "A pequena notável" apareceu pela primeira vez com o traje de baiana que a imortalizaria, cantando, ao lado de Dorival Caymmi, a música no filme "Banana da terra". Nesse ano, lançou o disco no qual aparece cantando em dueto com Dorival Caymmi duas obras do compositor baiano, o samba "O que é que é que a baiana tem?" e a cena-típica "A preta do acarajé". Gravou duas novas composições de Synval Silva, o samba "Amor ideal" e a marcha "Nosso amor não foi assim" e, dois sambas de Laurindo de Almeida, "Mulato antimetropolitano" e "Você nasceu pra ser granfina". Em fevereiro de 1939, em uma apresentação no Cassino da Urca, foi vista pelo empresário Lee Schubert, que acabou contratando-a para uma temporada na Broadway. Embarcou para os Estados Unidos ao lado de quatro integrantes do Bando da Lua, conjunto liderado por Aloysio de Oliveira, que fez absoluta questão que a acompanhasse para os shows na Brodway. Além de participar da revista "Ruas de Paris", fez vários "shows", participou da Feira Mundial e do filme "Down Argentine Way" (Serenata Tropical). De volta ao Brasil, em julho de 1940, aceitou convite para cantar no Cassino da Urca, sendo então recebida com frieza por uma platéia seleta. O episódio marcou profundamente a cantora, que dois meses depois voltou ao Cassino para show em que apresentou com êxito "Disseram que eu voltei americanizada", uma das últimas músicas que gravou no Brasil, além de "Voltei pro morro", "Diz que tem"e "Disso é que eu gosto", todas com a mesma temática, ou seja, reafirmar o espírito nacionalista da cantora. Meses depois, embarcou novamente para os Estados Unidos, levando a mãe. Vencendo a barreira da língua com talento e criatividade, participou de várias produções cinematográficas. Antes de voltar aos Estados Unidos, gravou os sambas "Voltei pro morro", de Vicente Paiva e Luiz Peixoto; "Diz que tem...", de Vicente Paiva e Haníbal Cruz. Gravou também, da dupla Vicente Paiva e Luiz Peixoto o choro "Disso é que eu gosto" e o samba "Disseram que eu voltei americanizada". Lançou ainda os sambas "Recenceamento", de Assis Valente e, em dueto com Almirante, "Bruxinha de pano", de Vicente Paiva e Luiz Peixoto. Os contratos com as grandes produtoras de Hollywood não a impediam de fazer "shows". Criou fama de competência, pois dificilmente os diretores pediam que suas cenas fossem repetidas, tendo até recebido o apelido de "one take girl", pela facilidade com que se entregava às cenas. Em 1941, na ocasião do lançamento de "Uma noite no Rio", foi eleita a melhor atriz do ano pela revista "Photoplay". Ainda em 1941 foi convidada a deixar a impressão de suas mãos e de seus famosos tamancos na calçada da fama do Teatro Chinês, em Los Angeles, onde foi a única artista sul-americana a ter suas marcas. Nesse ano, atuou na revista "Sons O'Fun" na Broadway, ao lado de vários artistas. O teatro Winter Garden ficou pequeno para receber a multidão que compareceu a sua estréia. Nessa época recebeu convite da Decca Records para gravar alguns discos. Ainda em 1941, foi lançado o disco com sua última gravação no Brasil, feita em setembro do ano anterior, disco no qual cantou em dueto com Barbosa Júnior os choros "Blaque-blaque" e "Ginga-ginga", da dupla Gomes Filho e Juraci de Araújo, e que não obtiveram grande sucesso.Em 1942 estreou com sucesso um "show" no Roxy Theatre, cuja temporada se estendeu até 1943. Na época da Segunda Guerra Mundial fez inúmeros "shows" para os operários da indústria bélica. Em 1945, segundo lista fornecida pelo Tesouro Americano, foi a artista mais bem paga dos EUA. Em 1948 fez excursão com o Bando da Lua, pela primeira vez, à Europa, onde se apresentou no Palladium, de Londres. Na década de 1950 já era notório o fato de que sua vida profissional atingira um ritmo alucinante. Em 1953 fez longa excursão à Europa. Na época declararia aos jornais: "Se me perguntarem o que achei de Roma, Milão, Bruxelas, de Oslo, Helsinque, Copenhague ou Estocolmo, não saberei responder". E falando sobre a excursão às pequenas cidades européias: "... Adorei tudo isso, esforcei-me ainda mais para agradar a esse público assim tão sincero, mas acabei esgotada. Fiz o resto da viagem, e das minhas apresentações, já fortemente abalada". Na volta aos EUA, seu médico a aconselhou a tirar férias por três meses. Apesar do alerta, assinou contrato para 12 "shows" no Shamrock Hotel de Houston.No início de 1954, depois de outras temporadas de "shows", teve um colapso nervoso e foi internada no Hospital Saint Jones, em Palm Springs. Na época, submeteu-se a tratamento psiquiátrico, incluindo choques elétricos, que acabaram por abatê-la psicologicamente ainda mais. Como os tratamentos não surtiram efeito, os médicos aconselharam uma viagem ao Brasil. Depois de relutar, ela chegou ao Brasil em 3 de dezembro de 1954, recebida por amigos e público com muito carinho. Passou semanas longe das badalações. Aos poucos, começou a aceitar convites para festas e para assistir a espetáculos. Num show de Grande Otelo na boate Casablanca, chegou a subir ao palco com o amigo e cantar, em meio às lágrimas, a célebre "Taí". Compareceu a vários shows, sempre sendo homenageada por todos, mas também homenageando talentos novos que a haviam impressionado, como Ângela Maria e Elizeth Cardoso. Apesar de seu desejo de permanecer no Brasil, telefonemas de David Sebastian instigaram a cantora a voltar para a América. Ao se despedir, declarou: "Quando vocês menos esperarem, mais depressa do que pensam, estou dando as caras - e então para ficar". Ninguém esperava, entretanto, que sua volta fosse tão rápida e tão tragicamente definitiva. Ao retornar aos EUA, voltou aos poucos a assumir compromissos. Fez shows em Las Vegas e viajou a Cuba, para uma temporada no famoso Tropicana. Voltou aos EUA com forte bronquite e nem teve tempo de curar-se para os ensaios de um show televisivo que faria. No último dia de filmagem do show de Jimmy Durante para a TV americana, sentiu-se mal, sussurrando baixinho: "Jimmy, estou com falta de ar". Depois da gravação, a cantora saiu com um grupo de amigos para uma esticada. Depois de irem à inauguração do primeiro restaurante brasileiro nos EUA, a Casa do Brasil, assistiram à dublagem do filme "A Dama e o vagabundo", de Walt Disney. Chegando em casa, o grupo ainda conversou um pouco. Por volta de duas e meia da manhã, recolheu-se a seu quarto. Às 10 horas do dia seguinte foi encontrada morta pela governanta. Nos EUA, gravou 16 discos pela Decca Records e trabalhou em 14 produções cinematográficas. Depois de sua morte, em 5 de dezembro de 1956, foi criado o Museu Carmen Miranda, por decreto do Prefeito Negrão de Lima. O museu, no entanto, não saiu do papel. Em 1960 foi inaugurado busto de bronze em sua homenagem, no Largo da Carioca, posteriormente transferido para a Praia da Bica, na Ilha do Governador. Em 1968, todo o seu acervo, contido em 12 malas, ficou sob a guarda do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, cujo diretor R. C. Albin montou uma primeira exposição do que seria o futuro Museu Carmen Miranda que finalmente foi inaugurado no Parque do Flamengo. O MIS ainda a homenagearia com o 1º LP pelo selo MIS editado com matrizes Odeon (1965) e com uma gravação realizada por amigos por seus 30 anos de morte.Em 1969 Adhemar Gonzaga dirigiu o documentário "Carmen Miranda", produzido pelo INC. Em 1972 recebeu homenagem da Escola de Samba Império Serrano, com o tema "Alô, alô, Taí Carmen Miranda", que rendeu um belo samba-enredo, até hoje muito cantado nos carnavais. Em 1978, o pesquisador Abel Cardoso Júnior realizou estudo biográfico com o título "Carmen Miranda - a cantora do Brasil". Em 1985 recebeu biografia ilustrada de Cássio Emmanuel Barsante intitulada "Carmen Miranda". Em 1994 Helena Solberg lançou o documentário "Carmen Miranda - banana is my business", reunindo importantes depoimentos sobre cantora, como os de Aloysio de Oliveira, Aurora Miranda e Lauren Bacal, entre muitos outros. Em 2001, a atriz e cantora Stella Miranda estrelou o musical "South American Way", escrito e dirigido por Miguel Fallabela. No mesmo ano, o cantor e compositor Eduardo Dussek estreou um show inteiramente dedicado ao repertório dela, lançando um CD e um songbook em homenagem à cantora. Ainda em 2001, foi homenageada pelo grupo Cantoras do Rádio no show "Estão voltando as flores", escrito e dirigido por R. C. Albin quando ela e Aurora eram revividas por Ellen de Lima e Carminha Mascarenhas, envergando réplicas dos casacos de scola que ambas cantavam "Cantoras do rádio" no filme "Alô, alô Carnaval". O show virou CD pela Som Livre com o mesmo título "Estão voltando as flores".Em 2003, o espetáculo ""South American Way", escrito e dirigido por Miguel Fallabela voltou ao cartaz com sucesso no Teatro João Caetano, centro do Rio de Janeiro. Ao todo, gravou pela RCA Victor, entre 1929 e 1935, 77 discos com 150 músicas e mais 65 disco com 130 músicas pela Odeon. Só no Brasil gravou ao todo 280 músicas. Sua trajetória sempre foi marcada pelo sucesso, alcançado pelo enorme carisma, personalidade, profissionalismo e por forte investimento da então indústria cultural, tanto no Brasil como no exterior, que soube aproveitar todo o seu potencial. A cantora foi a primeira artista a alcançar sucesso por meio do disco elétrico no Brasil. Em 2005, por ocasião dos 50 anos de sua morte, foi homenageada com uma exposição sobre sua vida e obra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Segundo os organizadores da exposição, "a mostra "Carmen Miranda para sempre" , é a maior e mais completa exposição já dedicada à mais célebre estrela internacional brasileira do século 20". Dividida em duas fases, a americana e a brasileira, a exposição reuniu cerca de 700 peças de acervos da família da cantora, de colecionadores e do Museu Carmen Miranda. Foram expostos trajes, jóias, partituras, discos, artigos de jornal, e capas de revistas, além de uma série de 30 fotos inéditas reazlizadas em 1931, em Buenos Aires, pela fotógrafa alemã Annemarie Heinrich, durante a primeira apresentação da cantora na capital argentina. No mesmo ano, foi lançado o livro "Carmen: uma biografia", de autoria do jornalista Rui Castro, após cinco anos de pesquisas.

*Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

1974 Propaganda Política do MDB (Movimento Democrático Brasileiro)


Hoje trago para vocês mais uma peça rara e histórica "de época" do acervo. Trata-se de uma propaganda política estadual do Rio Grande do Sul para a deputação estadual e senado federal do antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Esse material foi registrado em "disco virgem - gravável de alumínio" da marca Supersom. (Na época era normal a publicidade ir ao ar nas emissoras de rádio nesse tipo de "midia"). Ficarei ansioso pelos comentários de vocês que certamente são pessoas doutas e esclarecidas, caso contrário não estariam lendo esse texto no presente momento.
Eram candidatos na ocasião por aquela sigla Pedro Simon - que acabaria eleito Deputado Estadual na oportunidade e Paulo Brossard (eleito Senador naquele pleito). Também é mencionada a figura do político Geraldo Brochado da Rocha.
É muito interessante prestar atenção às promessas de campanha e constatar que pouca coisa mudou no que tange a esse assunto de lá para cá (e lá se vão 32 anos!!). As promessas literalmente permanecem as mesmas..
Conforme o site da Assembléia Legislativa do RS destaca, tal sigla política (MDB) surgiu no decorrer do Regime Militar (1964/1985), regime esse organizado através do Ato Institucional n.º 1, de 9 de abril de 1964, com o qual cassou os direitos políticos de grande número de seus opositores (inclusive de Deputados à Assembléia Gaúcha). Nessa trilha, o Ato Institucional n.º 2, de 27 de outubro de 1965, extinguiu os partidos políticos. Surgiram a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), congregando os apoiadores do novo regime, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), única oposição tolerada. Em 19 de setembro de 1967, realizou-se a última sessão no prédio histórico da Rua Duque de Caxias. No dia seguinte, a Assembléia Legislativa instalou-se no Palácio Farroupilha. No interior do novo Plenário, cada medida repressiva do Governo Militar é motivo para novos duelos verbais. As cassações de Deputados emedebistas subseqüentes à edição do Ato Institucional n.º 5, em 13 de dezembro de 1968, fizeram da ARENA a bancada majoritária na Assembléia e aprofundam o fosso entre governo e oposição. Mas as diferenças políticas não foram empecilho à união da Assembléia Legislativa em prol do interesse comum do Estado. Em 27 de agosto de 1975, o Governo Federal premiou esse esforço aprovando a implantação do III Pólo Petroquímico no Rio Grande do Sul. Em 12 de outubro de 1977, o Presidente Ernesto Geisel exonerou seu Ministro do Exército, General Sylvio Frota assegurando o sucesso de sua política de "abertura lenta e gradual". Geisel revoga o AI-5 e passa o poder ao General João Batista Figueiredo, incumbido de encerrar o período dos governos militares. Figueiredo sanciona a Lei de Anistia (Lei n.º 6.683, de 28 de agosto de 1979) e a Lei da Reforma Partidária (Lei n.º 6.767, de 20 de dezembro de 1979, que extingue a ARENA e o MDB).

Link: http://d.turboupload.com/d/1168090/MDB_-_Propaganda_Poltica_1974_by_Outrasboss.rar.html

*Restauração by outrasbossas pelo sistema alemão MAGIX.

sexta-feira, novembro 03, 2006

1946 lançado em 78 RPM o Clássico de Carnaval Pirata da Perna de Pau Por Nuno Roland

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LADO A

Autor: JOÃO DE BARRO
Título: PIRATA DA PERNA DE PAU
Gênero: MARCHA
Intérprete: NUNO ROLAND
Gravadora: CONTINENTAL
Número: 15.727-A
Matriz: 1591
Data gravação: 03.09.1946
Data lançamento: NOV/1946

LADO B

Autor: ANTONIO ALMEIDA - ALBERTO RIBEIRO
Título: JOSEFINA
Gênero: SAMBA
Intérprete: NUNO ROLAND
Gravadora: CONTINENTAL
Número: 15.727-B
Matriz: 1602
Data gravação: 13.09.1946
Data lançamento: NOV/1946

NUNO ROLAND

NUNO ROLAND, catarinense de Joinville, nascido em 01.3.1913, recebeu o nome de Reinold Correia de Oliveira. Faleceu em 20.12.1975, no Rio de Janeiro.
Desde pequeno, manifestava senso rítmico e o gosto de cantar. Assim, de calças-curtas, toca caixa e tarol na banda da cidade paranaense de Teixeira Soares. Com 13 anos, muda-se para Porto União, em Santa Catarina, onde trabalha como balconista, telegrafista e bancário e bancário. Depois de servir o Exército em 1931, a convite de um cunhado, muda-se para Passo Fundo, cidade gaúcha. Trabalha então como cabaretier de uma casa de jogos, cantor e baterista.
Na Revolução de 1932, alista-se como voluntário no 7º B.C. de Porto Alegre e com sua tropa, sem disparar um tiro, desembarca em São Paulo. Nessa ocasião, começa uma grande amizade com um soldado, Lupicínio Rodrigues: Só viajamos e cantamos samba. No retorno, Lupicínio, por incrível que pareça o crooner do Jazz-Band do Batalhão, ficou feliz em proclamar: Eureca, descobri o amor! E passou a sua incumbência para Nuno, o qual relembrava sempre, como o maior galardão de sua vida, o fato de ter servido como cabo do brioso 7º B.C., assim como o de ter sido um dos primeiros a cantar as composições de Lupicínio.
Numa apresentação do Jazz-Band na Rádio Gaúcha, Nuno se destaca e recebe um contrato da mesma, ainda como Reinold de Oliveira. No ano seguinte, 1934, tenta a sorte em São Paulo. Atua na Rádio Record na base de cachês, mas poucos dias depois a turma do Regional de Garoto o leva à Rádio Educadora Paulista, daí advindo um contrato. Sobressai-se logo como um dos grandes cantores de Paulicéia, já com o nome artístico de Nuno Roland, por sugestão do diretor da Educadora.
Nesse mesmo ano de 1934, faz seu primeiro disco, na Odeon: Pensemos Num Lindo Futuro/Cantigas De quem Te Vê. Só volta a gravar em 1937, na Colúmbia, 2 discos com 4 musicas. De 1937 a 1941, volta à Odeon, faz em 1941 apenas 1 disco com 2 músicas na R.C.A. Victor, e só retorna as gravações em 1944, na Continental. Ao todo, foram 47 discos com 87 músicas, sem contar as muitas gravações como integrante do Trio Melodia e os Lps..
Já havia se transferido para o Rio de Janeiro, para a Rádio Nacional, a fim de compor o elenco pioneiro, desde a sua inauguração, em 12.9.1936, dela nunca se desligando. Também foi crooner, de 1937 a 1948, da orquestra do Copacabana Palace Hotel. Dentre seus sucessos, devem ser citados Iracema, o primeiro, Mil Corações, Rosali, Ao Som das Balalaicas, Fim de Semana em Paquetá. Com Carmen Miranda, gravou Nas Cadeiras da Baiana.
Também um campeão de carnavais: Clodomira, Pirata da Perna de Pau, Tem Gato Na Tuba, Serenata Chinesa, Tem Marujo no Samba (com Emilinha Borba) e Lancha Nova.
Nuno Roland é um cantor que merece ser sempre lembrado e reconhecido como um dos grandes intérpretes de nossa música popular.

*Fonte Revivendo Músicas

http://www.filesend.net/download.php?f=ee2881b7f31fbccde5c4982158511256


*Restauração by outrasbossas pelo sistema alemão MAGIX

quarta-feira, novembro 01, 2006

Dicas para baixar!!

Para baixar os arquivos vocês devem retirar o asterisco localizado antes do link.. copiar o restante e colocar na barra de endereços do navegador. Em seguida clicar em ir. Aparecerá a página com a contagem do tempo abaixo. Aguarde o tempo previsto e baixe o arquivo!!